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domingo, 4 de julho de 2010

Até logo

Peguei a caneta, encarei o papel em branco e escrevi tudo que tinha se passado com nós dois durante esses 15 dias que ficamos juntos.

"Meu amor, cada segundo com você foi uma eternidade pra mim, o tempo não deveria passar quando estivessemos juntos. Se antes de nos vermos eu já tinha a certeza do meu amor por você, hoje, depois de olhar em seus olhos e falar que te amo varias vezes eu tenho mais certeza ainda, que não é apenas amor é muito mais que isso e eu nunca vou conseguir achar palavras pra descrever o quão grande e intenso é esse sentimento. Esses dias serão eternizados dentro da minha memória e do meu coração, nunca duvide disso. Primeiro olhar, primeiro abraço, primeiro beijo e meu primeiro amor. Você pra mim sempre será o primeiro em tudo. Quando estiver lendo essa carta eu já devo estar longe, dentro do avião, sozinha, ouvindo a nossa canção que diz assim 'Com você é onde eu prefiro estar mas estamos presos onde estamos, essa longa distância está me matando. Eu queria que você estivesse aqui comigo.' Não fique triste com minha partida, apenas lembre que em breve estaremos juntos novamente, essa nossa despedida não será uma despedida de 'adeus' ela será de 'até logo', pois tenho certeza que logo logo nos veremos novamente, eu o verei todas as noites em meus sonhos, e você? Recordações agora é tudo que temos, por enquanto meu amor, apenas por enquanto, eu te amarei eternamente meu amor, meu primeiro e único amor! Um enorme beijo, do seu amor!"

Dobrei e coloquei a carta em um envelope, já estava na hora de partir, fomos da casa dele até o aeroporto sem falar uma palavra, fomos de mãos dadas e abraçados, um ouvindo a respiração do outro. Cheguei no aeroporto, fiz no check in e fui para o portão de embarque, já estava chegando a hora de ir e cada vez mais eu segurava as lágrimas. Eu estava parada na frente dele, não sabia o que falar, não sabia o que fazer, apenas o abracei forte e chorei, segurei seu rosto, e enxuguei suas lágrimas e disse:
- Amor, esta carta é para você, leia apenas quando chegar em casa, eu te amo demais!
Entreguei o envelope a ele, e depositei em seus lábios um breve beijo, e ele apenas olhou em meus olhos e disse:
- Eu te amo minha pequena!
E me abraçou novamente. Nos separamos e passei pelo portão de embarque, os dias que passei com ele ainda estavam acontecendo, estava tudo em minha memória e em meu coração, e nada poderia apagá-los, e logo eu voltarei, tenho certeza.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Oito anos atrás

Atualmente tenho 23 anos e se aos 15 anos eu tivesse tão madura quanto estou hoje, não teria feito tanta besteira. Até meus 15 anos eu era uma ótima filha, uma excelente aluna, não dava trabalho nenhum aos meus pais, até que vi que queria conhecer coisas novas, pessoas diferentes e estilos diferentes. Fui a uma festa sem avisar aos meus pais, nossa, la parecia o paraíso, todos com a total liberdade de fazer tudo o que quisessem, pessoas bebendo, fumando e até fazendo sexo na frente de todos, eu achava isso simplesmente o máximo, liberdade de expressão não é mesmo?
Nessa mesma festa conheci um garoto que por sinal, nem me recordo o nome, dançamos, bebemos e fumamos muito, eu nunca tinha feito isso e era muito, muito bom! Não ter ninguém pra me parar e eu fazer exatamente o que eu quisesse. No final da festa ele disse que iria me levar pra casa, tudo bem, eu já estava bêbada e não tinha nenhuma condição de ir sozinha.
No meio do caminho ele parou o carro e disse que mais uma aventura ia começar, fui no embalo e começamos a nos beijar, estávamos no maior amasso no banco de trás do carro dele, pois é, transamos e não usamos camisinha, após essa noite tão louca, ele me levou pra casa e depois disso não o vi mais. 3 meses passaram e eu estava a cada dia mais enjoada, comia feito uma louca e logo depois vomitava, é, eu estava grávida e nem sequer o nome do pai do meu filho eu sabia. Liguei desesperada pra minha irmã e disse tudo o que tinha acontecido, ela me deu uma bronca bem básica e disse pra eu me acalmar que tudo daria certo, mas antes de desligarmos ela me disse uma coisa que é totalmente verdade "A vida não é só futilidade, querida!" e desligamos e fui contar tudo aos meus pais.
Meus pais quando souberam da noticia me expulsaram de casa, fui morar com a minha irmã mais velha nos EUA. Minha filha nasceu no dia 01/10/2002 e ela é o meu maior presente.
Minha vida foi muito difícil durante todo esse tempo, tanto pra criar minha filha, quanto pra eu sobreviver afinal era uma criança cuidando de outra, e hoje eu consigo ver que a vida não é apenas sexo, drogas e rock and roll.